Redes sociais

Publicado

em

Vídeo Jhon Cruz


A Missa foi realizada no sábado (27) pelo padre vaqueiro, o padre Valdevan Correia, debaixo do famoso pé de Juazeiro em frente a centenária capela Sagrado Coração de Jesus.

A missa contou com a participação de vaqueiros de Poço de Fora e região. O padre Valdevan falou da sua alegria em celebrar para os vaqueiros. “Mais uma vez quis a misericórdia do Senhor eu estar aqui celebrando a Missa dos Vaqueiros de Poço de Fora. Eu amo a cultura do vaqueiro, tamanho é o significado e a importância pra mim. Para mim é a uma honra está celebrando a Santa Missa para os vaqueiros de Poço de Fora.

Adelson Felix, organizador do evento, nos contou um pouco da história da Missa dos Vaqueiros de Poço de Fora. ” No ano de 1986 a missa foi muito bem pensada por Eulália, José Hugo e por nós da comissão da igreja. Surgiu o primeiro encontro dentro do novenário do padroeiro Sagrado Coração de Jesus e ao longo dos anos veio atraindo muitos participantes. Essa é uma das primeiras missas de vaqueiros dos distritos de Curaçá e região. Aqui hoje é um encontro de gerações”, disse.

Após a celebração foi servido o almoço no sítio Juazeiro e em seguida foi realizado o tradicional forró do vaqueiro.

Deide Júnior veio de Barro Vermelho com um grupo de amigos montados a cavalos e nos contou da sua emoção de está presente na missa dos vaqueiros. “Aqui é um lugar excelente, a gente é bem recebido. Adelson sempre nos convida. Viemos montados de Barro Vermelho, viemos bem animados, vendo as estradas e os animais”.

O evento reuniu vaqueiros de todas as idades como é o caso de Gabriel David  e Cauã Fernandes que também vieram de Barro Vermelho para prestigiar o evento.

Silvani de Oliveira é natural da fazenda Surubim em Poço de Fora e nos falou da sua alegria de está participando de mais uma missa dos vaqueiros em Poço de Fora. Silvani também relatou que se sente realizada em ser uma mulher vaqueira. “Vim a convite de Adelson, estou gostando muito de está aqui. Ser mulher vaqueira é um sonho, é um amor, para mim é tudo. Eu monto por amor desde criança. Sou vaqueira do mato mesmo. Sou vaqueiro de pano, o couro é só enfeite”.

Nós agradecemos aos patrocinadores Juninho Vem Aí, Vereador Rogério Bahia e Adelson Félix para realizarmos esta cobertura.

Por Alinne Torres

Cultura

Artigo: Zito Torres, lembrança e saudade

Publicado

em

Por: Walter Araújo

Foto: Arquivo de Luciano Lugori

 

“Patrão, mas eu amo mesmo assim

Nem que só fique o torrão

Pode a casa cair toda

Ficar rente com o chão

Mas Bambuí sempre mora

Dentro do meu coração”

(Zito Torres, Bambuí)

Embora continuamente tentado pela grandeza histórica do poeta Zito Torres, nunca me atrevi, diante de minhas limitações, a escrever sobre ele. Entendo que não tenho o que acrescentar a tudo que já foi dito relativamente àquele grande filho de Curaçá.

Outros já fizeram com muita propriedade e sabedoria. Entretanto, consultando meus alfarrábios, deparei-me com Bambuí, clássico de Zito, primor de amor à terra e às raízes curaçaenses.

Zito – Durvalzito Dias Torres – era, por assim dizer, uma contribuição itinerante à cultura de Curaçá.

Ambos – Curaçá e Zito – se entrelaçam, ricamente, de modo que as lembranças de Zito nos fazem admirar e reverenciar sua memória, mais e mais, incansavelmente.

Tive o privilégio de conviver com Zito Torres. Convivência breve, mas respeitosa, porque Zito era assim: respeitador, educado, gentleman, essencialmente cavalheiro.

Importante o lugar de Zito Torres na história de Curaçá. Filho ilustre da terra, inteligente, humilde, fino no trato com todos e, sobretudo, rico culturalmente.

Na década de 1980 efervescia em Curaçá o movimento Curaçarte, que nasceu da inquietude de alguns jovens, dentre esses Roberval Dias Torres, Libânia Dias Torres, Josemar Martins (Pinzoh), honra e glória do povoado de São Bento, Pinduka e outros mais, tão importantes para a época e para o movimento Curaçarte quanto os citados.

Com o intuito de comemorar os cinquenta anos de vida de Zito Torres, lá por volta de 1987, o movimento o convidou para fazer um show no histórico Teatro Raul Coelho.

Zito topou colaborar com a rapaziada e fez o show. Aliás, Zito nunca dizia não.

Talvez essa tenha sido sua apresentação artística mais importante, porque em apoio ao inconformismo daquela juventude sufocada política e socialmente dentro de seu próprio município.

Tempos difíceis. Alguns precisavam gritar. Eles gritaram.

Conta Roberval Dias Torres que Zito “cantou e encantou com um violão que tinha a ressonância de uma orquestra completa” (Insustentavelmente Trans, Editora Didática Paulista, 2002). E depois caiu na boemia com os jovens insurgentes até o alvorecer.

Não é possível, aqui, contar as façanhas de Zito. Foram muitas, inúmeras, durante sua vida efêmera, mas intensa.

Zito conseguiu conciliar o mister de escrivão de polícia e a boemia diuturna que enriqueceu a história de Curaçá. O mundo de Zito era encantador e assim ele demonstrava para todos.

No que tange a Bambuí, é antológica a referência à venda da fazenda, com tudo que tinha lá, inclusive os animais e a despedida da vaca Miúda, mesmo considerando a liberdade poética e a fértil imaginação do autor:

“No dia da despedida

Fumo dentro do currá

Se despedir da Miúda

Vosmecê pode creá

Miúda não se conteve

Sentiu também emoção

Eu vi sair dos olhos dela

Lágrimas a pingar no chão.

É doloroso, patrão

Inté a vaca chorou

Lamentando nossa ausência

Miúda chorou de dor”

Coisas de poeta.

Zito Torres deixou alegria, exemplo de criatividade e muito do seu ser pelas ruas de Curaçá.

Já sugeri, alhures – e minha sugestão e nada é a mesma coisa – que o município de Curaçá erga um monumento a Zito Torres.

A memória de Zito representa, ao mesmo tempo: história, cultura, amizade, decência, generosidade, caráter irrepreensível e cordialidade.

Tarefa ingente para, mais adiante, o Acervo Curaçaense cutucar a Câmara Municipal de Curaçá e, conseguintemente, a grande e séria expectativa política do município: Rogério Bahia.

Esse pessoal do Acervo Curaçaense é demais.

Continuar lendo

Cultura

Programação do carnaval de Curaçá é divulgada

Publicado

em

Curaçá já está no ritmo da folia. O Carnaval Curaçá – Folia do Povo 2026 acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com uma programação que valoriza a música, a cultura popular e o carnaval de rua, fortalecendo uma das manifestações mais tradicionais do município. Serão três dias de festa, com apresentações musicais que prometem movimentar a cidade.

No domingo (15), a abertura da programação conta com os shows de Classe A, Ana Costa, Thiaguinho Carvalho e Alex.com.

Na segunda-feira (16), sobem ao palco David Cauan, Voa Voa, Som de Pagode e Banda Mirage, mantendo o ritmo da folia nas ruas.

Já na terça-feira (17), a programação segue com Samba do Valle, Mano Rodrigues, Willian do Valle, Matheus Torres e Tom Bahia. No mesmo dia, acontece o tradicional Banho de Cheiro, que segue como parte importante da história do carnaval de Curaçá.

Pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura de Curaçá reafirma o compromisso de resgatar e fortalecer o Carnaval do município, valorizando as tradições locais e promovendo acesso ao lazer e à cultura.

Fonte: Secom Curaçá

Continuar lendo

Cultura

Comunidade da Boa Esperança promoverá 30º torneio de futebol

Publicado

em

A comunidade de Patamuté, distrito de Curaçá, já está em contagem regressiva para um dos eventos esportivos mais tradicionais da região. No próximo 14 de fevereiro, sábado de carnaval, a Fazenda Boa Esperança será palco da 30ª edição do Torneio da Boa Esperança, que promete movimentar atletas, torcedores e visitantes com muito futebol, rivalidade saudável e emoção dentro de campo.

Ao longo do dia, as equipes entram em campo disputando cada lance, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e fortalece o esporte amador na região. A competição contará com mais de R$ 10 mil em premiação, valorizando os times participantes e elevando ainda mais o nível do torneio.

E quando a bola parar de rolar, a festa continua. A partir das 17h30, o público vai curtir uma programação musical especial, com shows de Fabrício do Acordeon, Tiaguinho Carvalho e Vaguinho Swingão, garantindo animação, dança e muita resenha boa até a noite.

O Torneio da Boa Esperança é mais do que futebol: é encontro de amigos, celebração da cultura local e tradição que faz parte do calendário esportivo e festivo de Patamuté. Uma edição histórica que promete ser “pesada” dentro e fora de campo.

Texto: Curaçá Oficial

Continuar lendo

DESTAQUE