Cultura
Travessia das Sereias em Juazeiro atrai nadadoras de várias cidades do Nordeste
A 3ª edição da Travessia das Sereias, marcada para o próximo dia 13 de julho, em Juazeiro (BA), está ganhando proporções regionais e se consolidando como um dos eventos mais aguardados da natação em águas abertas no Nordeste. O evento, voltado exclusivamente para mulheres, já conta com nadadoras inscritas de diversas cidades fora da região do Vale do São Francisco, como Salvador, Ilhéus, Aracaju e Serra Talhada, além de participantes de Juazeiro, Petrolina e Senhor do Bonfim.
O diferencial da prova — que oferece percursos de 500 metros e 2,5 km no Rio São Francisco — está no clima de confraternização, segurança e acolhimento às mulheres de todas as idades e níveis de experiência. É o que motivou a nadadora Alessandra Penariol Melo, de 50 anos, moradora de Salvador, a se inscrever: “Aprendi a nadar antes mesmo de andar. Vir para Juazeiro participar de um evento só de mulheres, no Velho Chico, é muito especial. Minha expectativa é viver uma grande confraternização entre amigas”, conta.
Já a sergipana Larissa Feitosa, de Aracaju, que tem 30 anos de experiência em piscina e três em águas abertas, destaca a estrutura e o simbolismo da prova: “A organização do evento me encanta, torna tudo muito seguro e bonito. Nadar no Velho Chico é mágico. E estar ao lado de tantas mulheres com histórias de amor e superação com a natação é inspirador. Minha expectativa é fazer uma prova linda e guardar mais um momento especial nesse esporte que tanto amo.”
Idealizadora da Travessia, Alice Rocha reforça que a idade de participação é livre e que a prova contará com apoio da Marinha, do Corpo de Bombeiros, barcos de resgate e caiaques de segurança, garantindo tranquilidade para todas as atletas. “É um evento para todas as mulheres. Teremos atletas iniciantes e experientes, jovens e senhoras. A proposta é justamente valorizar cada história, cada superação, cada mulher que se lança nas águas do nosso rio com coragem e alegria”, afirma.
Evento integra comemorações dos 147 anos de Juazeiro e vai homenagear nadadora Lorena de Araújo Melo
A Travessia das Sereias faz parte da programação oficial do aniversário de Juazeiro, que completa 147 anos no dia 15 de julho, e este ano prestará homenagem à nadadora Lorena de Araújo Melo, paraibana que há mais de 40 anos vive na cidade e inspira gerações com sua rotina de natação no Rio São Francisco.
Como se inscrever
As inscrições para a 3ª Travessia das Sereias já estão abertas e seguem até o dia 6 de julho, com vagas limitadas.
Data do evento: 13 de julho de 2025
Local: Orla de Juazeiro/BA e Petrolina/PE – Rio São Francisco
Percursos: 500m (Marinha x Arca Sport) e 2,5km (Marina do Mexicano x Arca Sport)
Valor: R$ 100,00
Inscrições: https://forms.gle/
Mais informações no Instagram: @sereiasdo.rio ou pelo telefone (79) 99822-2717.
Fonte: Ascom/Edusaúde
Cultura
Artigo: Zito Torres, lembrança e saudade
Por: Walter Araújo
Foto: Arquivo de Luciano Lugori
“Patrão, mas eu amo mesmo assim
Nem que só fique o torrão
Pode a casa cair toda
Ficar rente com o chão
Mas Bambuí sempre mora
Dentro do meu coração”
(Zito Torres, Bambuí)
Embora continuamente tentado pela grandeza histórica do poeta Zito Torres, nunca me atrevi, diante de minhas limitações, a escrever sobre ele. Entendo que não tenho o que acrescentar a tudo que já foi dito relativamente àquele grande filho de Curaçá.
Outros já fizeram com muita propriedade e sabedoria. Entretanto, consultando meus alfarrábios, deparei-me com Bambuí, clássico de Zito, primor de amor à terra e às raízes curaçaenses.
Zito – Durvalzito Dias Torres – era, por assim dizer, uma contribuição itinerante à cultura de Curaçá.
Ambos – Curaçá e Zito – se entrelaçam, ricamente, de modo que as lembranças de Zito nos fazem admirar e reverenciar sua memória, mais e mais, incansavelmente.
Tive o privilégio de conviver com Zito Torres. Convivência breve, mas respeitosa, porque Zito era assim: respeitador, educado, gentleman, essencialmente cavalheiro.
Importante o lugar de Zito Torres na história de Curaçá. Filho ilustre da terra, inteligente, humilde, fino no trato com todos e, sobretudo, rico culturalmente.
Na década de 1980 efervescia em Curaçá o movimento Curaçarte, que nasceu da inquietude de alguns jovens, dentre esses Roberval Dias Torres, Libânia Dias Torres, Josemar Martins (Pinzoh), honra e glória do povoado de São Bento, Pinduka e outros mais, tão importantes para a época e para o movimento Curaçarte quanto os citados.
Com o intuito de comemorar os cinquenta anos de vida de Zito Torres, lá por volta de 1987, o movimento o convidou para fazer um show no histórico Teatro Raul Coelho.
Zito topou colaborar com a rapaziada e fez o show. Aliás, Zito nunca dizia não.
Talvez essa tenha sido sua apresentação artística mais importante, porque em apoio ao inconformismo daquela juventude sufocada política e socialmente dentro de seu próprio município.
Tempos difíceis. Alguns precisavam gritar. Eles gritaram.
Conta Roberval Dias Torres que Zito “cantou e encantou com um violão que tinha a ressonância de uma orquestra completa” (Insustentavelmente Trans, Editora Didática Paulista, 2002). E depois caiu na boemia com os jovens insurgentes até o alvorecer.
Não é possível, aqui, contar as façanhas de Zito. Foram muitas, inúmeras, durante sua vida efêmera, mas intensa.
Zito conseguiu conciliar o mister de escrivão de polícia e a boemia diuturna que enriqueceu a história de Curaçá. O mundo de Zito era encantador e assim ele demonstrava para todos.
No que tange a Bambuí, é antológica a referência à venda da fazenda, com tudo que tinha lá, inclusive os animais e a despedida da vaca Miúda, mesmo considerando a liberdade poética e a fértil imaginação do autor:
“No dia da despedida
Fumo dentro do currá
Se despedir da Miúda
Vosmecê pode creá
Miúda não se conteve
Sentiu também emoção
Eu vi sair dos olhos dela
Lágrimas a pingar no chão.
É doloroso, patrão
Inté a vaca chorou
Lamentando nossa ausência
Miúda chorou de dor”
Coisas de poeta.
Zito Torres deixou alegria, exemplo de criatividade e muito do seu ser pelas ruas de Curaçá.
Já sugeri, alhures – e minha sugestão e nada é a mesma coisa – que o município de Curaçá erga um monumento a Zito Torres.
A memória de Zito representa, ao mesmo tempo: história, cultura, amizade, decência, generosidade, caráter irrepreensível e cordialidade.
Tarefa ingente para, mais adiante, o Acervo Curaçaense cutucar a Câmara Municipal de Curaçá e, conseguintemente, a grande e séria expectativa política do município: Rogério Bahia.
Esse pessoal do Acervo Curaçaense é demais.
Cultura
Programação do carnaval de Curaçá é divulgada
Curaçá já está no ritmo da folia. O Carnaval Curaçá – Folia do Povo 2026 acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com uma programação que valoriza a música, a cultura popular e o carnaval de rua, fortalecendo uma das manifestações mais tradicionais do município. Serão três dias de festa, com apresentações musicais que prometem movimentar a cidade.
No domingo (15), a abertura da programação conta com os shows de Classe A, Ana Costa, Thiaguinho Carvalho e Alex.com.
Na segunda-feira (16), sobem ao palco David Cauan, Voa Voa, Som de Pagode e Banda Mirage, mantendo o ritmo da folia nas ruas.
Já na terça-feira (17), a programação segue com Samba do Valle, Mano Rodrigues, Willian do Valle, Matheus Torres e Tom Bahia. No mesmo dia, acontece o tradicional Banho de Cheiro, que segue como parte importante da história do carnaval de Curaçá.
Pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura de Curaçá reafirma o compromisso de resgatar e fortalecer o Carnaval do município, valorizando as tradições locais e promovendo acesso ao lazer e à cultura.
Fonte: Secom Curaçá
Cultura
Comunidade da Boa Esperança promoverá 30º torneio de futebol
A comunidade de Patamuté, distrito de Curaçá, já está em contagem regressiva para um dos eventos esportivos mais tradicionais da região. No próximo 14 de fevereiro, sábado de carnaval, a Fazenda Boa Esperança será palco da 30ª edição do Torneio da Boa Esperança, que promete movimentar atletas, torcedores e visitantes com muito futebol, rivalidade saudável e emoção dentro de campo.
Ao longo do dia, as equipes entram em campo disputando cada lance, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e fortalece o esporte amador na região. A competição contará com mais de R$ 10 mil em premiação, valorizando os times participantes e elevando ainda mais o nível do torneio.
E quando a bola parar de rolar, a festa continua. A partir das 17h30, o público vai curtir uma programação musical especial, com shows de Fabrício do Acordeon, Tiaguinho Carvalho e Vaguinho Swingão, garantindo animação, dança e muita resenha boa até a noite.
O Torneio da Boa Esperança é mais do que futebol: é encontro de amigos, celebração da cultura local e tradição que faz parte do calendário esportivo e festivo de Patamuté. Uma edição histórica que promete ser “pesada” dentro e fora de campo.
Texto: Curaçá Oficial
