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Cultura

Confira a programação completa da 72ª Festa dos Vaqueiros de Curaçá

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A tradicional Festa dos Vaqueiros de Curaçá chega à sua 72ª edição nos dias 04, 05 e 06 de julho, reafirmando o orgulho e a força da cultura sertaneja no sertão baiano. Este ano, os vaqueiros Corró e Marilene são os grandes homenageados da festa, emprestando seus nomes aos circuitos principais do evento: Circuito Vaqueiro Corró e Circuito Vaqueira Marilene.

A programação reúne atrações para todas as idades, com destaque para os desfiles de vaqueiros e vaqueiras, celebrações religiosas, apresentações musicais e a feira de artesanato e gastronomia Art e Sabores, que valoriza os saberes e sabores da região.

Programação musical do Circuito Corró

As noites no Circuito Vaqueiro Corró prometem muita animação com grandes atrações musicais:

Sexta-feira, 04 de julho

21h: Del Feliz
22h30: Flávio Leandro
00h30: Marcelo e Rayane
02h30: Ramon e Randinho
04h: Maike Alan – Paixão di Vaqueiro

Sábado, 05 de julho

22h00: Targino Gondim
00h: Arreio de Ouro
02h: João Gomes
04h: Toca do Vale

Domingo, 06 de julho

22h: Ana Costa
00h: Tayrone
02h: Tarcísio
04h: Seu Desejo

Programação musical do Circuito Marilene

Com diversos palcos espalhados, o Circuito Vaqueira Marilene amplia as opções de shows e valoriza artistas locais e regionais. Confira as atrações por dia e por palco:

Sexta-feira, 04 de julho

Palco 1

14h: Zezinho Aboiador
15h: Caracas do Forró
16h: Jaidete Varjão

Palco 2

17h: Tarcísio Black
18h: Rivas do Forró
19h: João Paulo
20h: Thiaguinho Carvalho

Palco 3

18h: Willian do Vale
19h30: Ciel Silva

Palco da Feira

17h: Galeota das Artes
18h30: Lucas Santos

Sábado, 05 de julho

Palco 1

13h: Mailson Vaqueiro
14h: Matheus do Acordeon
15h: Débora Lee
16h: Coral de Aboio
17h: Rodrigão

Palco 2

13h: Lívia Gonçalves
14h: Da Faixa
15h: Niedson Vaquejada
16h: Sérgio do Forró
17h: Paulo Henrique

Palco 3

14h: Rafinha Costa
15h30: Sol Costa
17h: Dan Santana

Palco da Feira

10h: Gonzaga Neto e Zé Francisco

AVAPEC

Valmizinho
Xote das Meninas

Sociedade dos Vaqueiros

Sérgio do Forró
Guilherme

Domingo, 06 de julho

Palco 1

14h: David Cauã
15h: Andrey
16h: César Adriano
17h: Sirano e Sirino

Palco 2

13h: Luiz do Humaitá
14h: Pedro Evandro
15h: Edy Vaqueiro
16h: Adenys Vaqueiro
17h: Classe A

Palco 3

13h: Maikon
14h: Alex.Com
15h: Renildo do Vale
16h: Mano Rodrigues

AVAPEC

Zé de Célia
Júlio do Acordeon

Sociedade dos Vaqueiros

Tinho do Acordeon
Andrezinho

Programação geral

Sexta-feira, 04 de julho

16h – Abertura da feira de artesanato e gastronomia Art e Sabores
18h às 22h – Shows musicais no Circuito Vaqueira Marilene
22h às 05h – Festa dançante no Circuito Vaqueiro Corró

Sábado, 05 de julho

07h às 09h – Café da manhã para os vaqueiros na Fazenda Saudade
09h às 20h – Feira de artesanato e gastronomia Art e Sabores
11h às 14h – Recepção e almoço para os vaqueiros na Fazenda Saudade
14h – Início dos shows musicais no Circuito Vaqueira Marilene
14h30 – Saída do desfile dos vaqueiros da Fazenda Saudade
16h – Desfile dos vaqueiros e vaqueiras pelas ruas de Curaçá
18h – Jantar para os vaqueiros na AVAPEC
21h – Festa dançante no Circuito Vaqueiro Corró

Domingo, 06 de julho

07h – Café da manhã para os vaqueiros na AVAPEC
08h – Desfile dos vaqueiros rumo à missa
09h – Missa dos Vaqueiros na Praça Raul Coelho
12h – Almoço dos vaqueiros na AVAPEC
12h às 20h – Feira de artesanato e gastronomia Art e Sabores
21h – Encerramento com festa dançante no Circuito Vaqueiro Corró

A realização da 72ª Festa dos Vaqueiros de Curaçá é da Prefeitura de Curaçá, com apoio do Governo da Bahia, por meio da Bahia Turismo, do Ministério do Turismo e do SESC, além da AVAPEC e da Sociedade dos Vaqueiros de Curaçá.

SECOM

Cultura

Artigo: Zito Torres, lembrança e saudade

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Por: Walter Araújo

Foto: Arquivo de Luciano Lugori

 

“Patrão, mas eu amo mesmo assim

Nem que só fique o torrão

Pode a casa cair toda

Ficar rente com o chão

Mas Bambuí sempre mora

Dentro do meu coração”

(Zito Torres, Bambuí)

Embora continuamente tentado pela grandeza histórica do poeta Zito Torres, nunca me atrevi, diante de minhas limitações, a escrever sobre ele. Entendo que não tenho o que acrescentar a tudo que já foi dito relativamente àquele grande filho de Curaçá.

Outros já fizeram com muita propriedade e sabedoria. Entretanto, consultando meus alfarrábios, deparei-me com Bambuí, clássico de Zito, primor de amor à terra e às raízes curaçaenses.

Zito – Durvalzito Dias Torres – era, por assim dizer, uma contribuição itinerante à cultura de Curaçá.

Ambos – Curaçá e Zito – se entrelaçam, ricamente, de modo que as lembranças de Zito nos fazem admirar e reverenciar sua memória, mais e mais, incansavelmente.

Tive o privilégio de conviver com Zito Torres. Convivência breve, mas respeitosa, porque Zito era assim: respeitador, educado, gentleman, essencialmente cavalheiro.

Importante o lugar de Zito Torres na história de Curaçá. Filho ilustre da terra, inteligente, humilde, fino no trato com todos e, sobretudo, rico culturalmente.

Na década de 1980 efervescia em Curaçá o movimento Curaçarte, que nasceu da inquietude de alguns jovens, dentre esses Roberval Dias Torres, Libânia Dias Torres, Josemar Martins (Pinzoh), honra e glória do povoado de São Bento, Pinduka e outros mais, tão importantes para a época e para o movimento Curaçarte quanto os citados.

Com o intuito de comemorar os cinquenta anos de vida de Zito Torres, lá por volta de 1987, o movimento o convidou para fazer um show no histórico Teatro Raul Coelho.

Zito topou colaborar com a rapaziada e fez o show. Aliás, Zito nunca dizia não.

Talvez essa tenha sido sua apresentação artística mais importante, porque em apoio ao inconformismo daquela juventude sufocada política e socialmente dentro de seu próprio município.

Tempos difíceis. Alguns precisavam gritar. Eles gritaram.

Conta Roberval Dias Torres que Zito “cantou e encantou com um violão que tinha a ressonância de uma orquestra completa” (Insustentavelmente Trans, Editora Didática Paulista, 2002). E depois caiu na boemia com os jovens insurgentes até o alvorecer.

Não é possível, aqui, contar as façanhas de Zito. Foram muitas, inúmeras, durante sua vida efêmera, mas intensa.

Zito conseguiu conciliar o mister de escrivão de polícia e a boemia diuturna que enriqueceu a história de Curaçá. O mundo de Zito era encantador e assim ele demonstrava para todos.

No que tange a Bambuí, é antológica a referência à venda da fazenda, com tudo que tinha lá, inclusive os animais e a despedida da vaca Miúda, mesmo considerando a liberdade poética e a fértil imaginação do autor:

“No dia da despedida

Fumo dentro do currá

Se despedir da Miúda

Vosmecê pode creá

Miúda não se conteve

Sentiu também emoção

Eu vi sair dos olhos dela

Lágrimas a pingar no chão.

É doloroso, patrão

Inté a vaca chorou

Lamentando nossa ausência

Miúda chorou de dor”

Coisas de poeta.

Zito Torres deixou alegria, exemplo de criatividade e muito do seu ser pelas ruas de Curaçá.

Já sugeri, alhures – e minha sugestão e nada é a mesma coisa – que o município de Curaçá erga um monumento a Zito Torres.

A memória de Zito representa, ao mesmo tempo: história, cultura, amizade, decência, generosidade, caráter irrepreensível e cordialidade.

Tarefa ingente para, mais adiante, o Acervo Curaçaense cutucar a Câmara Municipal de Curaçá e, conseguintemente, a grande e séria expectativa política do município: Rogério Bahia.

Esse pessoal do Acervo Curaçaense é demais.

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Cultura

Programação do carnaval de Curaçá é divulgada

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Curaçá já está no ritmo da folia. O Carnaval Curaçá – Folia do Povo 2026 acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com uma programação que valoriza a música, a cultura popular e o carnaval de rua, fortalecendo uma das manifestações mais tradicionais do município. Serão três dias de festa, com apresentações musicais que prometem movimentar a cidade.

No domingo (15), a abertura da programação conta com os shows de Classe A, Ana Costa, Thiaguinho Carvalho e Alex.com.

Na segunda-feira (16), sobem ao palco David Cauan, Voa Voa, Som de Pagode e Banda Mirage, mantendo o ritmo da folia nas ruas.

Já na terça-feira (17), a programação segue com Samba do Valle, Mano Rodrigues, Willian do Valle, Matheus Torres e Tom Bahia. No mesmo dia, acontece o tradicional Banho de Cheiro, que segue como parte importante da história do carnaval de Curaçá.

Pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura de Curaçá reafirma o compromisso de resgatar e fortalecer o Carnaval do município, valorizando as tradições locais e promovendo acesso ao lazer e à cultura.

Fonte: Secom Curaçá

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Cultura

Comunidade da Boa Esperança promoverá 30º torneio de futebol

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A comunidade de Patamuté, distrito de Curaçá, já está em contagem regressiva para um dos eventos esportivos mais tradicionais da região. No próximo 14 de fevereiro, sábado de carnaval, a Fazenda Boa Esperança será palco da 30ª edição do Torneio da Boa Esperança, que promete movimentar atletas, torcedores e visitantes com muito futebol, rivalidade saudável e emoção dentro de campo.

Ao longo do dia, as equipes entram em campo disputando cada lance, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e fortalece o esporte amador na região. A competição contará com mais de R$ 10 mil em premiação, valorizando os times participantes e elevando ainda mais o nível do torneio.

E quando a bola parar de rolar, a festa continua. A partir das 17h30, o público vai curtir uma programação musical especial, com shows de Fabrício do Acordeon, Tiaguinho Carvalho e Vaguinho Swingão, garantindo animação, dança e muita resenha boa até a noite.

O Torneio da Boa Esperança é mais do que futebol: é encontro de amigos, celebração da cultura local e tradição que faz parte do calendário esportivo e festivo de Patamuté. Uma edição histórica que promete ser “pesada” dentro e fora de campo.

Texto: Curaçá Oficial

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