Nesta quarta-feira (15), Dia do Professor, o renomado educador Ademir Santana enviou ao Curaçá Oficial um desabafo sobre a atual situação dos professores contratados da rede municipal. Em seu texto, Ademir reflete sobre o contraste entre as homenagens e a realidade vivida por profissionais da educação que enfrentam incertezas quanto à continuidade dos contratos, férias e pagamento de salários.
O domínio através do circo sem pão
Em Curaçá-BA, os professores estão celebrando — não sei o que — no dia a eles e a elas dedicado.
Pergunto-me: qual o valor das mensagens bonitas e das festas propostas, se o maior número daqueles e daquelas que estão diariamente em sala de aula serão demitidos no mês de dezembro de 2025, sem direito a décimo e a férias, e permanecerão sem salários nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, tendo talvez acesso a salário apenas no final de março de 2026?
Diante deste tratamento, eu volto a perguntar: o que há para se comemorar?
Principalmente quando temos consciência de que este desrespeito não atinge somente os professores, pois também prejudica auxiliares de sala, assistentes de AEE, merendeiras, ASGs — enfim, todos e todas que passaram pela promessa de contrato por um ano.
Chato, né, tratar deste assunto em um dia de festa?
Também acho chato. Mas creio ser mais incômodo ainda a ousadia de usarem a tática do pão e circo, nos negando o pão.
Fica a dica para quem não é massa de manobra.
Por Professor Ademir Santana
