Após a publicação da matéria sobre as negociações do reajuste do piso salarial dos professores de Curaçá, nesta terça-feira (14), o site Curaçá Oficial recebeu relatos de docentes da rede municipal que, sob condição de anonimato, demonstraram insatisfação com a proposta apresentada pela Secretaria Municipal de Educação.
Segundo um dos professores, a gestão municipal propôs um reajuste salarial de 5,4% aplicado de forma escalonada ao longo do ano: 1,4% entre janeiro e junho, 3,4% de julho a setembro e o percentual integral apenas entre outubro e dezembro. A proposta não foi aceita pela categoria.
“A proposta apresentada pela atual gestão prevê o parcelamento do reajuste de 5,40% de forma gradual. Ou seja, os professores só sentiriam o impacto total no fim do ano. Isso causou surpresa e indignação entre os presentes. Lamentamos ainda que representantes locais da APLB tenham se posicionado a favor da gestão municipal, contrariando os interesses da categoria, que contribui mensalmente para manter o sindicato”, relatou o docente
O professor também afirmou que, durante a assembleia, foi informado que, diante do cenário financeiro, a Secretaria de Educação pode não garantir o pagamento do terço de férias proporcional em junho, nem do décimo terceiro salário em dezembro.
“Se não bastasse, a senhora secretária de Educação ainda assustou os profissionais dizendo que se o cenário não mudar não terá garantia de pagamento do terço de férias proporcional em junho e nem do pagamento do décimo terceiro em dezembro”, afirmou o professor.
Outro ponto criticado foi a possibilidade levantada pela gestão de transferir professores readaptados para o regime do INSS ou exigir o retorno desses profissionais às salas de aula, mesmo com restrições médicas.
“Um ato desumano, pois os profissionais em questão tem pareceres médicos que atestam a impossibilidade dos mesmos assumirem suas funções em sala de aula. Talvez uma solução, não apresentada, seria a redução de contratos desnecessário e o fechamento de turmas de EJA fantasma”, completou o professor.
O portal Curaçá Oficial reforça que o espaço permanece aberto para que a Secretaria Municipal de Educação se manifeste sobre as denúncias apresentadas pelos professores.
Texto: Curaçá Oficial
