A negociação entre os profissionais da educação e a Prefeitura de Curaçá sobre o reajuste do piso salarial do magistério para 2026 segue sem acordo. Em assembleia realizada no último dia 29 de abril, no Colégio Professor Ivo Braga, a categoria decidiu rejeitar a proposta escalonada apresentada pela gestão municipal.
O caso vem sendo acompanhado pelo Curaçá Oficial, que já havia noticiado as discussões entre a APLB Sindicato – Núcleo Curaçá e o município sobre a aplicação do reajuste salarial da categoria.
De acordo com nota divulgada pela APLB, nas suas redes sociais nesta quinta-feira (30), a proposta da Prefeitura previa reajuste de 5,4% de forma parcelada. Pelo cronograma apresentado pela gestão, seriam aplicados 2,7% nos meses de maio, junho e julho, com integralização dos 5,4% apenas a partir de agosto.
Além disso, o município teria proposto o pagamento dos valores retroativos referentes ao período de janeiro a julho somente nos meses de janeiro e fevereiro de 2027.
Após debate durante a assembleia, os professores rejeitaram a proposta, reafirmando que não aceitam o parcelamento do reajuste do piso salarial.
Categoria apresentou contraproposta
Segundo a APLB, os profissionais da educação aprovaram uma contraproposta defendendo:
* Aplicação integral do reajuste de 5,4% já a partir do mês de maio;
* Pagamento dos retroativos referentes aos meses de janeiro a abril em duas parcelas, previstas para janeiro e fevereiro de 2027.
A categoria também cobra que o Projeto de Lei a ser encaminhado pela Prefeitura à Câmara de Vereadores detalhe de forma clara o cronograma de pagamento dos retroativos, garantindo segurança jurídica aos trabalhadores e o cumprimento do Plano de Carreira, que prevê reajuste em janeiro.
Sindicato reafirma continuidade das negociações
Na nota, a APLB Curaçá afirmou que segue mobilizada e comprometida com a valorização do magistério, defendendo o diálogo responsável e a garantia dos direitos dos trabalhadores da educação.
O Curaçá Oficial continuará acompanhando os desdobramentos das negociações entre a categoria e a gestão municipal sobre o reajuste do piso salarial dos profissionais da educação em Curaçá.
Texto: Curaçá Oficial
