Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informa que, a partir desta segunda-feira (14), amplia atuação no enfrentamento da emergência sanitária provocada pelo circovírus nas ararinhas-azuis.
Além das 69 ararinhas-azuis e duas araras maracanãs que testaram negativo e foram transferidas do Criadouro Ararinha-azul, em Curaçá (BA) para o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina (PE), passa a monitorar as 34 ararinhas-azuis afetadas pelo vírus, que permanecem no criadouro, em Curaçá.
As ações abrangem fiscalização, manejo especializado, alimentação, acompanhamento veterinário, coleta de material biológico, testagem, quarentena, isolamento sanitário e medidas de biossegurança, além de outras providências necessárias à proteção e ao controle sanitário das aves.
A separação entre aves positivas e negativas constitui medida de biossegurança fundamental para reduzir o risco de disseminação do vírus e preservar a saúde dos animais. As aves mantidas no Cemafauna permanecem em quarentena, sob acompanhamento técnico e veterinário, e passam por novos ciclos de testagem.
A emergência sanitária teve início após a identificação de indícios de circovírus em um filhote de ararinha-azul nascido em vida livre. A confirmação levou o ICMBio a intensificar o acompanhamento sanitário e a adotar medidas para investigar e conter a circulação do vírus.
Como parte da resposta à emergência, em 27 de maio, uma força-tarefa coordenada pelo ICMBio transferiu as 69 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs que testaram negativo para o vírus do Criadouro Ararinha-azul, em Curaçá (BA), para o Cemafauna, em Petrolina (PE). Dos 103 indivíduos que estavam no criadouro, 34 testaram positivo para o circovírus e permanecem no local, sob acompanhamento do ICMBio e submetidos às medidas de manejo e controle sanitário necessárias.
A continuidade das medidas está assegurada por decisão da Justiça Federal, que reconhece a possibilidade de atuação direta do ICMBio na execução das ações sanitárias necessárias.
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma espécie endêmica da Caatinga brasileira, considerada extinta na natureza e atualmente objeto de ações de conservação e reintrodução. Nesse contexto, o controle sanitário e o acompanhamento técnico e veterinário são fundamentais para a proteção das aves e para a continuidade das estratégias de conservação da espécie.
O ICMBio permanece acompanhando a situação e adotando as providências técnicas e sanitárias necessárias para reduzir os riscos de disseminação do circovírus, proteger as aves e contribuir para a continuidade do programa de conservação e reintrodução da ararinha-azul.
Fonte: Imprensa ICMBio
Fotos: ICMBio
