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III Encontro Territorial de Reisados do Sertão do São Francisco será realizado neste sábado em Poço de Fora, Curaçá

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Passa sebo nas canelas e vem dançar reis com a gente no III Encontro Territorial de Reisados do Sertão do São Francisco, que vai acontecer dia 10 de janeiro, próximo sábado, na comunidade de Povos Tradicionais, Poço de Fora, Curaçá, norte da Bahia. O Encontro, reunirá nove grupos tradicionais dos seis municípios que compõem o território baiano: Curaçá, Juazeiro, Sobradinho, Sento Sé, Canudos e Uauá. O momento é uma das mais belas e tradicionais manifestações culturais, mantendo viva a fé, a cultura popular e a identidade do povo brasileiro.

Parafraseando o quilombola, Nêgo Bispo, o território não é apenas o lugar onde se vive, mas onde se constrói e se preserva a memória coletiva, onde os saberes tradicionais ganham corpo e onde a cultura se manifesta como resistência. Por isso, o III Encontro tem como missão promover o intercâmbio cultural entre diferentes expressões que mantêm vivas as heranças sertanejas, quilombolas, indígenas e ribeirinhas do norte da Bahia. Reunindo Reisados, Bandas de Pífano, grupos de Congos, Marujada e outras manifestações populares.

A partir das 10h, o evento entrelaça elementos como oficinais de formação sobre comunicação popular, associativismo e turismo comunitário, músicas, ritmos, dança, costumes, crenças, artesanato, culinária, folguedos e o cortejo com os grupos:

1. CANTA REIS NÃO É PECADO – Poço de Fora, Curaçá (BA)
2. BANDA DE PÍFANO – Bom Jardim, Canudos, (BA)
3. GRUPO DE GONGO – Sento Sé, (BA)
4. REISADO GALEOTA DAS ARTES – Curaçá, (BA)
5. REISADO SAMBA DE ROSA E SÃOGONÇALO DA SERRA – Sobradinho, (BA).
6. REISADO DA ILHA REDONDA – Comunidade quilombola Ilha Redonda em Curaçá, (BA)
7. GRUPO DE CONGO – Juazeiro, (BA)
8. MARUJADA – Curaçá, (BA)
9. BANDA DE PÍFANO – Poço do Vieira, Uauá, (BA)

  A Folia de Reis é uma tradição popular de origem cristã que relembra a visita dos Três Reis Magos ao Menino Jesus, guiados pela estrela de Belém paraanunciarem o nascimento de Cristo, levando mensagens de fé, esperança e alegria. Por tanto, arelevância do III Encontro favorece à salvaguarda do patrimônio imaterial, a integração da sabedoria ancestral entre mestres, jovens e crianças, inclusão e protagonismo comunitário dos grupos.  

O III Encontro conta com a parceria das secretarias municipais de cultura dos municípios envolvidos, Irpaa, meios de comunicação da região, Ero Caraíba e dos moradores da comunidade Poço de Fora.

Texto e foto: Kátia Gonçalvez

Cultura

Fazenda Melancia se prepara para a 6ª Missa dos Vaqueiros em Curaçá

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A comunidade agropecuária da Fazenda Melancia e de todo o município de Curaçá vive a expectativa para a edição da Missa dos Vaqueiros da Fazenda Melancia, que será realizada no próximo dia 30 de maio de 2026 (sábado). O evento acontecerá na Capela da Melancia e na sede da Associação dos Agropecuaristas da Fazenda Melancia e Adjacentes (AAMA).

A celebração, que se tornou uma tradição na região, reúne vaqueiros, agricultores, famílias e representantes das comunidades rurais, em um momento marcado pela fé, pela valorização da cultura sertaneja e pelo reconhecimento do trabalho do homem e da mulher do campo.

A programação começa logo cedo, às 7h, com um café da manhã especial para os vaqueiros na sede da associação. Em seguida, às 8h30, será realizada a tradicional cavalgada com desfile dos vaqueiros, que sairão da sede da AAMA em direção à igreja da comunidade.

A Missa dos Vaqueiros está marcada para as 9h e será celebrada pelo Frei Valdevam Correia, conhecido como o “Padre Vaqueiro”, figura bastante querida nas celebrações voltadas à cultura e religiosidade sertaneja.

Após a celebração religiosa, a programação segue com momentos de confraternização e atividades culturais. Das 12h30 às 13h30, será servido o almoço dos vaqueiros na sede da associação. Logo depois, das 13h30 às 14h, haverá uma homenagem aos colaboradores da AAMA, reconhecendo o trabalho de quem contribui para a realização e fortalecimento da associação.

Às 14h, acontece o sorteio de brindes para os vaqueiros, seguido, às 15h, do tradicional bingo de um carneiro.

Encerrando o dia festivo, a partir das 16h, o público poderá aproveitar um forró dançante na sede da associação, com animação de Wilker do Acordeon, Zé Martins e outras atrações que ainda serão anunciadas.

A organização convida toda a população para participar e prestigiar uma das manifestações mais autênticas da cultura popular nordestina, que mantém viva a tradição do vaqueiro e a identidade do sertão.

A realização é da Associação dos Agropecuaristas da Fazenda Melancia e Adjacentes (AAMA), com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Curaçá, Rádio Juazeiro AM, Paróquia de São Benedito e Bom Jesus da Boa Morte, Prefeitura Municipal de Curaçá, dos vereadores Anselmo Filho e Januário Brandão, do deputado estadual Marcelino Galo, além de instituições parceiras como FETAG Bahia, CESOL Sertão do São Francisco e Central da Caatinga e Curaçá Oficial.

A expectativa é de que o evento reúna grande número de vaqueiros e visitantes, reforçando a fé, a cultura e a união das comunidades rurais de Curaçá.

Texto: Curaçá Oficial

Foto: Wilson Lucas

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Cultura

Artigo: Zito Torres, lembrança e saudade

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Por: Walter Araújo

Foto: Arquivo de Luciano Lugori

 

“Patrão, mas eu amo mesmo assim

Nem que só fique o torrão

Pode a casa cair toda

Ficar rente com o chão

Mas Bambuí sempre mora

Dentro do meu coração”

(Zito Torres, Bambuí)

Embora continuamente tentado pela grandeza histórica do poeta Zito Torres, nunca me atrevi, diante de minhas limitações, a escrever sobre ele. Entendo que não tenho o que acrescentar a tudo que já foi dito relativamente àquele grande filho de Curaçá.

Outros já fizeram com muita propriedade e sabedoria. Entretanto, consultando meus alfarrábios, deparei-me com Bambuí, clássico de Zito, primor de amor à terra e às raízes curaçaenses.

Zito – Durvalzito Dias Torres – era, por assim dizer, uma contribuição itinerante à cultura de Curaçá.

Ambos – Curaçá e Zito – se entrelaçam, ricamente, de modo que as lembranças de Zito nos fazem admirar e reverenciar sua memória, mais e mais, incansavelmente.

Tive o privilégio de conviver com Zito Torres. Convivência breve, mas respeitosa, porque Zito era assim: respeitador, educado, gentleman, essencialmente cavalheiro.

Importante o lugar de Zito Torres na história de Curaçá. Filho ilustre da terra, inteligente, humilde, fino no trato com todos e, sobretudo, rico culturalmente.

Na década de 1980 efervescia em Curaçá o movimento Curaçarte, que nasceu da inquietude de alguns jovens, dentre esses Roberval Dias Torres, Libânia Dias Torres, Josemar Martins (Pinzoh), honra e glória do povoado de São Bento, Pinduka e outros mais, tão importantes para a época e para o movimento Curaçarte quanto os citados.

Com o intuito de comemorar os cinquenta anos de vida de Zito Torres, lá por volta de 1987, o movimento o convidou para fazer um show no histórico Teatro Raul Coelho.

Zito topou colaborar com a rapaziada e fez o show. Aliás, Zito nunca dizia não.

Talvez essa tenha sido sua apresentação artística mais importante, porque em apoio ao inconformismo daquela juventude sufocada política e socialmente dentro de seu próprio município.

Tempos difíceis. Alguns precisavam gritar. Eles gritaram.

Conta Roberval Dias Torres que Zito “cantou e encantou com um violão que tinha a ressonância de uma orquestra completa” (Insustentavelmente Trans, Editora Didática Paulista, 2002). E depois caiu na boemia com os jovens insurgentes até o alvorecer.

Não é possível, aqui, contar as façanhas de Zito. Foram muitas, inúmeras, durante sua vida efêmera, mas intensa.

Zito conseguiu conciliar o mister de escrivão de polícia e a boemia diuturna que enriqueceu a história de Curaçá. O mundo de Zito era encantador e assim ele demonstrava para todos.

No que tange a Bambuí, é antológica a referência à venda da fazenda, com tudo que tinha lá, inclusive os animais e a despedida da vaca Miúda, mesmo considerando a liberdade poética e a fértil imaginação do autor:

“No dia da despedida

Fumo dentro do currá

Se despedir da Miúda

Vosmecê pode creá

Miúda não se conteve

Sentiu também emoção

Eu vi sair dos olhos dela

Lágrimas a pingar no chão.

É doloroso, patrão

Inté a vaca chorou

Lamentando nossa ausência

Miúda chorou de dor”

Coisas de poeta.

Zito Torres deixou alegria, exemplo de criatividade e muito do seu ser pelas ruas de Curaçá.

Já sugeri, alhures – e minha sugestão e nada é a mesma coisa – que o município de Curaçá erga um monumento a Zito Torres.

A memória de Zito representa, ao mesmo tempo: história, cultura, amizade, decência, generosidade, caráter irrepreensível e cordialidade.

Tarefa ingente para, mais adiante, o Acervo Curaçaense cutucar a Câmara Municipal de Curaçá e, conseguintemente, a grande e séria expectativa política do município: Rogério Bahia.

Esse pessoal do Acervo Curaçaense é demais.

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Cultura

Programação do carnaval de Curaçá é divulgada

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Curaçá já está no ritmo da folia. O Carnaval Curaçá – Folia do Povo 2026 acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com uma programação que valoriza a música, a cultura popular e o carnaval de rua, fortalecendo uma das manifestações mais tradicionais do município. Serão três dias de festa, com apresentações musicais que prometem movimentar a cidade.

No domingo (15), a abertura da programação conta com os shows de Classe A, Ana Costa, Thiaguinho Carvalho e Alex.com.

Na segunda-feira (16), sobem ao palco David Cauan, Voa Voa, Som de Pagode e Banda Mirage, mantendo o ritmo da folia nas ruas.

Já na terça-feira (17), a programação segue com Samba do Valle, Mano Rodrigues, Willian do Valle, Matheus Torres e Tom Bahia. No mesmo dia, acontece o tradicional Banho de Cheiro, que segue como parte importante da história do carnaval de Curaçá.

Pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura de Curaçá reafirma o compromisso de resgatar e fortalecer o Carnaval do município, valorizando as tradições locais e promovendo acesso ao lazer e à cultura.

Fonte: Secom Curaçá

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