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Cultura

Crônica: O vaqueiro de língua afiada chamado Cozinho

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A diversidade cultural de Curaçá era exposta nos comportamentos, sotaques e costumes dos catingueiros e dos beradeiros e oportunizou o surgimento de muitas pessoas simples e desprendidas, que, com comportamentos peculiares marcaram o seu tempo e produziram “estorias” que sobrevivem na memória de quem as viveu ou ouviu os relatos da época.

Cozinho era uma dessas figuras especiais. Membro de uma família bem conhecida e respeitada, vaqueiro atuante nas caatingas de então, de vez em quando seu juízo desandava e ele se tornava andarilho de língua solta a denunciar todo malfeito que soubesse, fosse quem fosse o praticante. A língua afiada de Cozinho, dito doido, era temida pelos que se diziam ajuizados.

Certa vez, depois de muito beber e falar dos roubos e malfeitos de quem lhe passasse à frente no meio da feira de Curaçá, o delegado mandou prende-lo. Ao receber a voz de prisão anunciou solenemente:

– É dois trabalhos: Um de vocês me prenderem e outro d’eu ficar nú.
A cadeia da época era um grande quarto, com grossa grade de madeiras voltada para a rua e para a grande área do aterro do cais.
No final da tarde, um grupo de moças se dirigia em animada conversa, com as latas nas mãos, para pegar água no rio. De cabeças baixas e entretidas na conversa, passaram em frente da cadeia sem perceberem nada de anormal. Alguns metros depois ouviram um grito de alerta:
-O que vocês querem olhando pra trás. Sigam a estrada de vocês.

Incontinenti todas se viraram e o que e viram? Cozinho, totalmente despido e dependurado na grade com os braços e as pernas abertas.
Os gritos das moças e as imediatas reclamações dos pais, obrigaram o delegado a agir porque era impossível evitar que o preso fosse visto. Pouco horas depois Cozinho, andava pelos bares bebendo alegremente e rindo debochado do delegado.

Por Omar Torres, popular Babá

Memorialista e Administrador

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Cultura

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Curaçá celebra 50 anos de história e luta no campo

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Os 50 anos de fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Curaçá foram celebrados no último domingo (24) com homenagens e reconhecimento à trajetória de luta da entidade em defesa da mulher e do homem do campo.

A programação comemorativa contou com palestras, feira da economia solidária, exposição de artesanato e festa dançante com artistas locais e regionais, reunindo centenas de sócios e sócias do sindicato, além de vereadores, representantes da gestão municipal, sindicalistas de cidades vizinhas, lideranças rurais e a comunidade em geral em um grande momento de celebração da história e das conquistas da categoria.

As celebrações dos 50 anos contaram com apoio do Governo do Estado da Bahia, da SETUR – Secretaria de Turismo da Bahia, do deputado estadual Ângelo Almeida, da Prefeitura de Curaçá e da Sociedade dos Vaqueiros.

Repercussão

A data também foi destacada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), através de moção de aplausos apresentada pelo deputado estadual Angelo Almeida.

Durante a homenagem, Angelo Almeida ressaltou a importância histórica do sindicato para os trabalhadores rurais de Curaçá desde sua fundação, em 1976, destacando ainda o legado de Bernardino Rodrigues dos Santos, o “Seu Bina”, fundador e primeiro presidente da instituição. O parlamentar também participou das comemorações no município e reafirmou seu compromisso com a agricultura familiar e com as causas do povo do campo.

Texto: Curaçá Oficial

Fotos: STR- Curaçá

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Cultura

Curaçá Oficial realiza “Esquenta de São João” com transmissão ao vivo no YouTube na sexta-feira (22)

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Bahia

Governo do Estado prorroga chamamento para municípios do São João da Bahia e demais Festejos Juninos 2026 até esta segunda-feira

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O Governo da Bahia prorrogou até o dia 18 de maio de 2026 o prazo do chamamento público destinado aos municípios interessados em participar do São João da Bahia e Demais Festejos Juninos 2026. A iniciativa, realizada por meio da Sufotur – Superintendência de Fomento ao Turismo, prevê investimento de cerca de R$ 147 milhões, com possibilidade de contemplar até 416 municípios nos diferentes territórios de identidade do estado.

O edital de Seleção Pública para as festas juninas de Santo Antônio, São João e São Pedro prevê aportes entre R$ 98 mil e R$ 631 mil por município, abrangendo festejos realizados entre 5 de junho e 3 de julho de 2026. Entre as diretrizes da edição deste ano, pelo menos 25% dos recursos destinados às apresentações artísticas deverão ser aplicados na contratação de artistas do autêntico forró, com foco em gêneros como xaxado, baião, xote e forró pé-de-serra.

O edital completo está disponível no site da Sufotur: www.ba.gov.br/sufotur/sao-joao-2026

Texto: Governo do Estado da Bahia

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

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