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Cultura

Crônica: A “história” do senhor Anibal Brandão

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O Sr. Anibal Brandão cultuava há décadas a imagem de recatado viúvo e homem recolhido. Foi com perguntas sem respostas e algum assombro que os conhecidos e, principalmente, os familiares e amigos próximos acompanharam a sua brusca transformação. Repentinamente ele estava expansivo e ativo participante das rodas de conversa onde elas estivessem formadas. Todos observavam e calavam ante a falta de resposta para aquela mudança de comportamento. Não tardou muito para que a verdade aparecesse: uma jovem moça entrara na sua vida.

O Sr. Martinho Badeca, um dos amigos mais próximos, via apreensivo o amigo sentar nos bancos da Praça D. Feliciana, de mãos dadas com a aquela jovem que tinha idade de ser sua filha. Respeitosamente guardou em silêncio a sua estranheza, enquanto esperava o momento certo para abordar o amigo.

Certo dia, Seu Anibal se chegou para uma conversa. E quando falou da nova situação, Seu Martinho se manteve em absoluto silêncio. O olhar distante, a mão esquerda pousada sobre o peito e a direita deslizando suave e lentamente sobre ela, como sempre fazia quando ouvia algo que o preocupava. Ouviu atento e impassível o amigo Anibal desfiar as suas razões:

-O amigo velho é testemunha que sempre respeitei a memória da minha falecida esposa. Mas agora sinto o peso da idade e da solidão. A velhice me diz que preciso de uma companhia. Encontrei uma moça da região do São Bento, que é trabalhadeira, bem limpinha, respeitadora e dedicada. Estou pensando seriamente em casar. O que você acha, amigo velho?

Sem alterar o semblante nem mudar de posição, Seu Martinho respondeu:

– Eu vejo seu casamento meu amigo, assim como quando a gente compra um sapato novo e ele tá um pouco apertado. A gente precisa dar pra outra pessoa calçar e amaciar pra só depois a gente usar.

Seu Anibal fechou a cara, se despediu e o casamento nunca aconteceu.

Por Omar Torres

Memorialista curaçaense e Administrador

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Cultura

Kombi do Ze Livrório chega a Curaçá com música e literatura para as crianças

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“Chegou, chegou… chegou a kombi do Zé… a kombi do Zé Livrório, que bonita que ela é”! É com este refrão que o artista Zé Livrório encanta a criançada por onde passa. Ele percorre várias regiões do Nordeste na “Kombi do Zé”, a sua biblioteca itinerante aberta para a visitação que possui um palco móvel para as apresentações musicais.

Na próxima sexta-feira, dia 04 de abril, o projeto de arte-educacao chega a Curaçá-BA, a partir das 16h na Praça de Eventos.

A programação conta com Bailinho de Zé Livrório – show que o artista faz com a banda completa. Artistas curaçaenses também irão se apresentar: a Galeota das Artes – com o teatro de bonecos -, além do cantor e poeta Pinzoh.

As crianças que forem ao evento irão ganhar o livro ZÉ LIVRÓRIO E A CARRANCA ENCANTADA, que retrata as belezas do rio São Francisco com mensagens de preservação ambiental.

O evento é patrocinado pelo Governo do Estado da Bahia, através da Bahiagás, e tem o apoio da Prefeitura Municipal de Curaçá, do deputado estadual Zó do Sertão e dos Salgadinhos Ok Chips.

Fonte: Ascom/Kombi Zé Livrório

Foto: Divulgação

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Bahia

Artigo: O Carnaval em Curaçá

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O artigo a seguir foi extraído do Instagram do Acervo Curaçaense. Leia e conheça os bons tempos do carnaval de Curaçá!

 

Por muitos anos, o Carnaval em Curaçá foi vivenciado exclusivamente com traços do entrudo português, usando-se água e talco. A folia consistia em jogar água, principalmente em pessoas que não gostavam da brincadeira e ou que se escondiam, levando os foliões a destelharem casas, abrir guarda-roupas etc. Quanto mais ficasse zangada, mais divertido seria para o grupo, molhar a pessoa. […].

Por volta dos anos 50, os filhos de Curaçá, que estudavam fora, traziam o lança-perfume como complemento da festa. Mais recentemente, grupos foram organizados em blocos como o tradicional Bloco das Virgens, que, de forma irreverente, sai às ruas com homens vestidos de mulher, acompanhados por uma caçamba com som adaptado. Há também os tradicionais “caretas” que se destacam pelo barulho dos chocalhos e se divertem pelo medo que causam.

A “molhação”, como é reconhecido o entrudo, passou a ser adotada quase que exclusivamente pelas crianças que usam uma “bomba”, feita de cano PVC e cabo de vassoura, diferente dos primeiros tempos, onde a preferência eram as maiores vasilhas. O “banho de cheiro” (carro pipa com água perfumada) sai às ruas, jogando jatos de água nos foliões que festejam com grande animação.

Pela influência dos bailes carnavalescos de outras cidades, o Bloco das Virgens passou a fazer um baile de abertura, quando, depois de desfile clássico, é eleita a rainha da festa. A rainha e o rei Momo fazem desfile pelas ruas e recebem oficialmente as chaves da cidade, considerando-se abertos os festejos. As virgens marcam com excentricidade o último dia carnavalesco, com o desfile “das Viúvas” do carnaval. Todos os componentes são caracterizados de viúvas e vão às ruas com choro e demonstrações de pesar pelo encerramento dos festejos.

Com o tempo, as festas carnavalescas de Curaçá vão assumindo novas características e surgem iniciativas de organização de blocos ao molde dos carnavais da Bahia que têm como fator diferencial o Trio elétrico. Destacou-se, nesta versão, o Bloco dos Papudinhos, que inovou com o trio […]e a organização no desfile de rua, delineando um novo perfil para o carnaval curaçaense.

Texto: Jucelita Rosa 
Foto: Luciano Lugori

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Cultura

Zé Lezin se apresenta pela primeira vez em Curaçá

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No próximo domingo, dia 02 de fevereiro, a cidade de Curaçá receberá pela primeira vez o show do consagrado humorista Zé Lezin. O evento, que celebra os 40 anos de carreira do artista, promete uma noite repleta de risadas e bom humor para o público local.

A apresentação acontecerá às 19h no Ginásio de Esportes Municipal, localizado próximo ao INSS. O cantor Lucas Santos fará a abertura do evento.

Os ingressos estão disponíveis para compra online através do link oficial, além de pontos físicos na cidade: Pipi Lanches, Mega Bolo e no Projeto Curaçá NH3, na loja Leo Celulares.

A chegada de Zé Lezin a Curaçá representa um marco para a agenda cultural do município, trazendo um dos humoristas mais aclamados do Brasil para divertir o público com seu estilo irreverente e cativante.

Garanta seu ingresso e não perca essa oportunidade de assistir a um show histórico!

Texto: Alinne Torres

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