Brasil
10% das ligações realizadas para o 190 em 2026 foram trotes
Nos primeiros meses de 2026, o serviço de emergência da Secretaria da Segurança Pública (SSP) recebeu mais de 18,9 mil trotes através dos trídigitos 190, 193 e 197. O dado representa 10% do total de ligações recebidas entre o período de janeiro e fevereiro de 2026, no Centro Integrado de Comunicações.
De acordo com o tenente-coronel Luciano Jorge, diretor da Superintendência de Telecomunicações da SSP, o número representa mais de 7,5 mil ocorrências reais. “Quando analisamos o ano de 2025, esse dado é ainda mais alarmante, pois foram realizados 115 mil trotes no último ano”, revelou o oficial.
No ano passado, as ligações representaram cerca de quatro mil horas com as linhas ocupadas, impedindo assim o acionamento de pessoas que realmente precisavam do serviço. “Nesse tempo, seria possível o atendimento de 57 mil ocorrências reais”, frisou o oficial.
O oficial revelou que as chamadas aconteceram, em sua maioria, na parte da manhã e tarde e, principalmente, durante o período de férias escolares, praticadas por crianças e adolescentes. À noite, as ligações são realizadas por adultos, com destaque para conversas inapropriadas e assédios aos atendentes.
Com base no Código Penal, trote é considerado crime e quem o pratica pode responder criminalmente pelo ato. “As falsas chamadas ocupam a linha e tiram atendimento de alguém que realmente precisa das forças policiais”, finalizou.
Fonte: Ascom/SSP
Foto: Divulgação/Ascom SSP
Brasil
Greve da Caixa entra no 13º dia sem acordo
A Caixa Econômica Federal pretende resolver o conflito com os bancários para encerrar a greve nacional por meio de negociação e não deve levar o caso para a Justiça, em dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), como havia planejado no início.
Trabalhadores da Caixa, do Banco do Brasil e dos Correios iniciaram paralisações em 10 de setembro e apenas o BB chegou a acordo e encerrou o movimento. Na Caixa, a greve entra no 13º dia nesta quarta-feira (23). Nos Correios, o caso deve ser decidido pelo TST nesta quinta (24).
O impasse nos três casos é o plano de saúde. Com rombo, as empresas públicas propuseram mudanças de regras e cobranças que os empregados não aceitam.
O banco público ampliou de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha de pagamento no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027, mantidos o pacto intergeracional e o convênio no acordo coletivo de trabalho. Não haveria cobrança diferenciada por faixa etária.
Não haverá reajuste nas mensalidades em 2026 e a Caixa assumirá o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular passa a ser de 3,7% da remuneração-base dos funcionários e a de dependente direto, de R$ 560.
Para dependente indireto que for filho de 21 a 24 anos, a mensalidade será de R$ 660. Para filhos de 24 a 27 anos e pais/mães remanescentes, a mensalidade será de R$ 900. O limite do grupo familiar (titular e dependentes diretos) será de 9%.
Fonte: Folha Press
Foto: Divulgação
Bahia
Faltam 11 dias: biometria é obrigatória para votar?
Ter a biometria cadastrada facilita a identificação do eleitor na hora da votação, mas a ausência desse dado no cadastro eleitoral não impede, por si só, o exercício do voto. Atualmente, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui biometria cadastrada por diferentes razões. Em todos os casos, o mais importante é estar com a situação eleitoral regular para poder votar.
A biometria é obrigatória para o alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção das eleitoras e dos eleitores que se cadastram no exterior. No entanto, essa exigência se aplica à etapa de inscrição eleitoral. Para votar, o requisito é estar regularmente inscrito no Cadastro Eleitoral.
Segundo a assessora-chefe de Gestão Eleitoral (AGEL) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sandra Damiani, a regularidade da inscrição é o que garante o direito ao voto.
“Para se alistar, é obrigatória a coleta biométrica, com exceção da pessoa que se alistar no exterior, mas essa fase já se encerrou. Para votar, tem que estar regular no cadastro eleitoral, independentemente de o eleitor ter ou não biometria ou ser eleitor no Brasil ou no exterior”, explica.
Como funciona a identificação na urna?
Todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas. Para os eleitores que possuem biometria cadastrada, a identificação ocorre antes da liberação do voto por meio da conferência da impressão digital.
A utilização da biometria adiciona uma camada extra de segurança ao processo eleitoral, reduzindo riscos de fraudes e fortalecendo a identificação da pessoa habilitada a votar.
Mas o que acontece se a digital não for reconhecida?
Nesse caso, a urna realiza até quatro tentativas de validação biométrica. Se a identificação não for confirmada, o sistema adota outro procedimento para garantir o exercício do voto.
“Se a pessoa tiver digital coletada mas a urna não reconhecer, ela vai tentar quatro vezes e, depois disso, perguntará qual o ano de nascimento do eleitor”, detalha Sandra Damiani.
Já para os eleitores que não possuem biometria cadastrada, a urna também utiliza uma forma alternativa de identificação.
“Se a pessoa não tiver digital cadastrada, mas estiver regular na urna, a urna vai pedir que o eleitor informe o ano de nascimento”, acrescenta a assessora.
E no exterior?
Nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil, a identificação biométrica não é utilizada durante a votação.
De acordo com a AGEL, a urna utilizada no exterior não solicita a impressão digital do eleitor. Ainda assim, para votar, a pessoa deve estar regularmente inscrita e apta no Cadastro Eleitoral.
O que é a biometria eleitoral?
A biometria é o conjunto de dados físicos utilizados para identificar cada eleitora e eleitor de forma única. Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a coleta das impressões digitais, da fotografia e da assinatura.
Essas informações são armazenadas no Cadastro Eleitoral e podem ser utilizadas para a identificação da pessoa tanto no atendimento eleitoral quanto no momento da votação.
Além de conferir mais segurança ao processo eleitoral, a biometria contribui para a detecção de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento prestado aos eleitores e torna diversos procedimentos mais ágeis e eficientes.
Os dados biométricos coletados pela Justiça Eleitoral também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos em suas relações com o Estado.
do.
Fonte: TSE
Bahia
Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas
A primavera de 2026 cheou ao Hemisfério Sul nesta terça-feira (22), com previsão de altas temperaturas e formação rápida de tempestades severas no Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a influência do El Niño deve acentuar a seca nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já no Sudeste e no Sul do país, a projeção é de que o fenômeno vai agravar o excesso de chuvas.
“O El Niño tem potencial para influenciar as condições climáticas no Brasil durante a primavera, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste”, afirma o meteorologista do Inmet, Mozar de Araújo Salvador.
Nesta primavera, o El Niño tem mais de 90% de probabilidade de atingir a categoria de muito forte e 75% de chance de ser o evento mais forte registrado desde 1950, conforme as projeções do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA).
Segundo Mozar Salvador, a influência do fenômeno El Niño na primavera deste ano faz com que a estação ganhe diferentes contornos em relação aos anos anteriores.“De modo geral, as temperaturas devem ficar elevadas, podendo ultrapassar a média para o período em praticamente todo o Brasil, variando de intensidade conforme a região”, conclui.
Temporais e seca
Durante a primavera, o fluxo de umidade vinda da Amazônia fica mais intenso, levando chuvas para o centro-sul da Região Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país.
Na Região Sul, também devem ocorrer Complexos Convectivos de Mesoescala – um aglomerado de tempestades em formato circular.
Segundo o meteorologista do Inmet, esses sistemas fazem com que haja significativa probabilidade de chuvas acima da média na Região Sul, assim como em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
“Nessas duas últimas regiões, os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul podem se destacar com maiores volumes de chuvas”, complementa Salvador.
Por outro lado, o norte da Região Nordeste, especialmente o norte do Piauí e o noroeste do Ceará, deve receber menos chuvas.
“Nas Regiões Norte e Nordeste, há maior potencial para chuvas mais irregulares, resultando em déficit de chuvas em grande parte dessas regiões. Também há possibilidade de predomínio de déficit de chuva no centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás”, afirma Salvador.
Fonte: Fabíola Sinimbú – repórter da Agência Brasil
Foto: Curaçá Oficial
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