Cultura
Crônica: A história do fumo de arapiraca no Armazém de Martinho Badeca em Curaçá
Houve um período da nossa história, que eram poucas ou quase inexistentes, as atividade econômicas na cidade de Curaçá. Grande parte das horas dos dias eram consumidas pelos homens em rodas de conversas sobre pessoas, política e noticias chegadas com atraso dos lugares distantes ou mesmo próximos. Era comum as rodinhas de conversa, essencialmente masculinas, em bares e armazéns e dentre esses, o Armazém de Martinho Badeca era o mais frequentado pela garantia da boa conversa para consumir as monótonas horas.
Pedrina, e a sua irmã Ciclita, moradoras da Rua de Baixo, eram conhecidas pelas línguas soltas quando xingavam pessoas, coisas ou situações e também por serem destacadas pitadeiras de cachimbo e mascadeiras de fumo de rolo.
Num meio de manhã, Pedrina entrou apressadamente no Armazém de Seu Martinho e indiferente à predominante presença masculina encostou no canto do balcão e quase gritando como era o seu jeito de ser, perguntou:
– Tem fumo bom, Seu Martinho?
Com a calma de um quase monge tibetano, como naturalmente se comportava, Seu Martinho respondeu:
– D. Pedrina, tem esse aí do seu lado. É fumo de Arapiraca e até hoje quem comprou não reclamou. Sinta o cheiro e veja se é do seu agrado.
Pedrina pegou na ponta do rolo, levou ao nariz e puxou o ar com força, para sentir o cheiro indicador da qualidade do produto. O fumo muito forte provocou um espirro e junto com o forçado espirro, ouviu-se um sonoro pum!
Fez- se um silêncio sepulcral. Para romper o incômodo clima implantado pelos olhares acusadores dos homens, Pedrina perguntou alto:
– Não tem outro mais forte não, seu Martinho?
O nosso quase monge, de olhos fechados, respondeu calmamente:
– Não D. Pedrina. Só tenho o de fazer peidar. O de fazer cagar tá encomendado, mas ainda não chegou.
– Depois eu volto, Seu Martinho.
Disse Pedrina, já chegando na porta por onde saiu apressadamente.
Por Omar Torres
Memorialista curaçaense e Administrador
Cultura
Com Oswaldo Montenegro, Adriana Calcanhoto, Bob Fernandes e Daniel Munduruku, Juá Literária coloca Juazeiro no centro da cena cultural brasileira
Festival acontece de 20 a 25 de julho com mais de 180 atrações, cerca de 200 artistas e escritores, distribuídos em dez espaços da cidade e do interior, integrando a programação dos 148 anos de Juazeiro
Mais de 180 atrações envolvendo cerca de 200 artistas e escritores distribuídos em 10 espaços na cidade e no interior. Está tudo praticamente pronto em Juazeiro-BA, para a realização da segunda edição do Juá Literária, que vai movimentar o Vale do São Francisco de 20 a 25 de julho.
O festival começa às 9h da segunda-feira (20), na Carreta Literária, com uma apresentação das escolas da rede pública municipal. Daí em diante, um leque diversificado de atrações promete mobilizar o público com a participação de artistas de renome nacional em rodas de conversa; mesas; oficinas; teatro; contação de histórias; lançamentos e shows musicais.
Nomes representativos no segmento literário, a exemplo de Bob Fernandes e Daniel Munduruku, além de Osvaldo Montenegro e Adriana Calcanhoto, no cenário musical nacional, irão se revezar em ações como a Tenda das Palavras e Canções do Rio, numa super estrutura montada na Orla Nova do município, à beira do Rio São Francisco, no Centro de Cultura João Gilberto e na Casa do Artesão.
E a grade do festival amplia o leque cultural com propostas acessíveis a públicos de todas as idades. Ainda são exemplos ações como as Embarcações de Poesias, Cais da Palavra, Flijuá (Feira de Literatura de Juazeiro), Leve e Leia e a Praça do Zé Livrório, que estende o evento para localidades do interior do município, integrando oficialmente o calendário de aniversário de 148 anos de Juazeiro.
Para a secretária municipal de Educação, Maeve Melo, o momento é de celebrar a força das palavras neste que já é considerado o maior Festival de literatura do Vale do São Francisco. “O Juá Literária vem aí trazendo muita arte, literatura, conhecimento e inspiração para todas as idades; a riqueza da nossa cultura e o encanto das histórias que nos unem”, concluiu.
O Festival Juá Literária é uma realização da Prefeitura Municipal de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação, dentro do Programa Juá Literária, com apoio da Editora IMEPH, Andelivros, Governo do Estado da Bahia e Fundação Pedro Calmon, e produção da Carranca Produções e Entre Versos e Canções Produções.
Texto: Ascom PMJ
Cultura
Festa dos Vaqueiros: confira a programação do Circuito Vaqueiro Raimundo Balaio
A Prefeitura Municipal de Curaçá divulgou, por meio das redes sociais, a programação completa dos shows que acontecerão durante a Festa dos Vaqueiros 2026, no Circuito Vaqueiro Raimundo Balaio, localizado na Avenida Dr. Pedro Santos Torres.
As apresentações terão início às 14h da sexta-feira (3) e seguem ao longo dos três dias de festa, reunindo artistas locais, regionais e atrações de destaque nacional.
Confira, nos cards a seguir, a programação completa de cada dia do evento.
Texto: Curaçá Oficial
Foto: William Santos

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