Cultura
Crônica: Histórias de um final de ano em Curaçá
Durante muitos anos, a Banda do 3° Batalhão da Polícia Militar de Juazeiro, era presença tão certa nas festas do fim do ano em Curaçá, quanto a procissão e a levantação da Bandeira de São Benedito.
De tão presente, ela já era um elemento da própria festa e os seus componentes recebidos como filhos da terra.
Músicos como Bispo, Muniz, Válter, Jequitibá, Bernardino, Valdecy e muitos outros, ainda fazem parte da memória afetiva das antigas Festas de São Benedito.
Depois da levantação da Bandeira, uma breve retreta na praça e os músicos estavam liberados para as festas e as alegrias da noite, que sempre começavam por algum bar na Rua de Fora e se estendiam pelos forrós do Salão Azul, de Chiquinho Pacotia e o Estrela do Norte, de Sindolfo Rosa, cada um na extremidade da Praça do M (hoje Praça do Viveiro).
Foi depois de muitas horas de animado forró, com o dia já botando a noite pra dormir, que Emílio e eu entramos no Bar de Mundinho de Fiel. Lá já estava Esquivaldo, músico da banda da Polícia e nosso velho conhecido. Apoiado numa pilha de sacos de farinha e com as pernas bambeando, estava claro o seu adiantado estado etílico. Emílio encostou no balcão e deu a ordem:
– Mundinho, bote 3 doses caprichadas de Caribé, pra mim, Babá e Esquivaldo.
Quando Mundinho colocou os copos sobre o balcão e começou a enche-los, Esquivaldo tentou se aprumar, levantou a cabeça e avisou:
– Eu não quero. Não aguento mais, não. Já tô com os olhos amargando e a boca que não enxergo nada.
Dito isto, se amparou novamente na pilha de sacos e não restou nenhuma dúvida do seu avançado estado embriaguez.
Por Omar Torres, popular Babá
Administrador e Memorialista curaçaense
Cultura
Judô Metanoia de Curaçá conquista 20 medalhas em competições realizadas em Juazeiro
O Judô Metanoia de Curaçá foi destaque nas competições realizadas nos dias 15 e 16 de agosto, em Juazeiro, reunindo atletas de diferentes categorias e níveis de experiência.
Ao todo, nove atletas representaram Curaçá na Super Etapa de Judô e na Copa Judô do Vale, competindo nas categorias Sub-13, Sub-15, Sub-18, Sênior e Iniciantes.
O desempenho da equipe resultou em 20 medalhas, sendo:
🥇 7 medalhas de ouro
🥈 5 medalhas de prata
🥉 8 medalhas de bronze
A participação demonstra a força e a evolução do judô no município, além de destacar o empenho dos atletas nos treinamentos e nas competições.
A equipe segue agora com o desafio de continuar treinando e buscando novos resultados, levando o nome de Curaçá para outras competições da região.
Texto: Curaçá Oficial com informações do professor Ailton Gerdean
Foto: Enviada por Ailton Gerden
Cultura
Filarmônica 15 de Março é reconhecida como Ponto de Memória pelo Ibram
A Filarmônica 15 de Março, de Barro Vermelho, distrito de Curaçá, foi reconhecida como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), por meio do Cadastro Nacional de Pontos de Memória.
A certificação representa um importante reconhecimento da trajetória da instituição e do trabalho desenvolvido ao longo de gerações na preservação e transmissão da música, da memória e das tradições culturais da comunidade.
De acordo com o certificado, a entidade apoia ou desenvolve ações de museologia social, com participação da comunidade e vínculo com o território, contribuindo para a identificação, registro, pesquisa e promoção do patrimônio material e imaterial.
Mais do que um título, o reconhecimento valoriza a história construída por músicos, famílias e moradores que ajudaram a manter viva a tradição da Filarmônica 15 de Março.
A Filarmônica 15 de Março agora passa a integrar oficialmente uma rede de iniciativas reconhecidas pelo Ibram por seu trabalho de valorização da memória social brasileira.
Texto: Curaçá Oficial
Fotos: Filarmônica 15 de Março
Cultura
Artigo: O papel fundamental do “Curaçá Oficial”, por Walter Araújo
“Sonhador é o que percebe a aurora antes dos outros.” (Oscar Wilde, escritor e dramaturgo irlandês, 1854-1900)
Deu-se em 25 de julho o aniversário de quatro anos de fundação do Portal Curaçá Oficial. Portanto, a caminho de um lustro de intensa e respeitável atividade jornalística.
O site trouxe luzes à história do município, exerce função precípua no contexto da comunicação de Curaçá e conta com uma equipe dedicada e sabidamente competente, tendo à frente a jornalista Alinne Torres.
O Curaçá Oficial “busca valorizar as histórias, as tradições e a identidade do povo de Curaçá, mantendo a população sempre bem informada e fortalecendo o acesso à informação de qualidade”, consoante se lê no portal.
É indubitável que estamos atravessando uma quadra do tempo em que imperam o obscurantismo de ideias, a incapacidade de conviver com os antagonismos e, sobretudo, visível incompreensão no que concerne à opinião dos contrários. A redundância aqui é necessária.
Misturam-se ideologia política com modos de convivência. É absolutamente certo que as relações sociais estão cada dia mais difíceis, desde os grandes centros urbanos até os pequenos rincões e núcleos interioranos.
A intransigência está substituindo a razão, a lógica, a civilidade, a tolerância. Talvez seja o caso de os governos, em todas as esferas, investirem mais na educação, a fim de formar gerações que entendam a diferença entre aglutinar e dividir.
Em Curaçá não é diferente. Neste particular, a imprensa pode indicar o caminho de uma nova alvorada em que as pessoas se devam relacionar de maneira sadia e, mais ainda, esclarecer pontos, com informações sérias e inquestionáveis, como devemos construir uma sociedade aprazível para todos.
Em quadro assim, a imprensa ainda é o esteio para sustentar o que nos resta de nossa frágil democracia – que alguns, ingênuos ou não, ainda acreditam ser robusta – tão espezinhada, inclusive por quem tem o dever de zelar pelas instituições da República.
Pilar imprescindível da democracia, a imprensa soma-se aos direitos dos cidadãos, sustentando-os e tornando-os mais robustos para enfrentarem os cupins da indecência encastelados nos altos escalões da sociedade política.
O sigilo da fonte jornalística está sob virulento ataque, inobstante assentar-se em cláusula pétrea da Constituição da República (artigo 5º, inciso XIV): “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.
Contudo, de que valem o sigilo da fonte jornalística e o respeito à Constituição diante de gigantes interesses de poderosos, muitos deles inconfessáveis?
Questionar e atacar o sigilo da fonte jornalística – garantia da sociedade – é admitir a necessidade de esconder erros e, mais do que isto, confessar erros.
De todo modo, o jornalismo sério precisa resistir a esses ataques estrambólicos, porquanto indecentes e imorais e seguir adiante em defesa de quem não tem voz. Em suma: dos mais desprotegidos.
O Curaçá Oficial desponta nessa condição inarredável: a defesa de nossa sociedade curaçaense e regional, de maneira que ela se sinta protegida até mesmo diante de atrocidades tão comuns no mundo de agora.
Os exemplos estão aí, claros, cristalinos, inegáveis.
Êxito sempre para o Curaçá Oficial e toda sua equipe de profissionais sonhadores.
A caminhada é difícil, mas como diria o poeta português Fernando Pessoa, “navegar é preciso”.
Fonte: araujo-costa@uol.com.br
Foto: Walter Araújo
