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Asfalto, árvores e legalidade: retirada em ruas de Curaçá gera questionamentos sobre cumprimento de normas ambientais

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A retirada de árvores em ruas que estão recebendo asfaltamento em Curaçá deixou de ser apenas uma discussão sobre urbanização e passou a levantar questionamentos sobre o cumprimento das normas ambientais vigentes no município.
Enquanto a Prefeitura afirma que as intervenções seguem critérios técnicos e autorização ambiental do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), há contestação dentro do próprio Conselho.
Em nota enviada ao site, a Prefeitura de Curaçá informou que a supressão das árvores ocorre com base em resoluções publicadas no Diário Oficial do Município e que todas as intervenções estão condicionadas ao cumprimento de exigências previstas no licenciamento ambiental.
Segundo a gestão:  “Todas as intervenções estão condicionadas ao cumprimento de exigências ambientais previstas no licenciamento, incluindo a realização de um levantamento florestal simplificado com identificação das espécies e quantificação das árvores que serão retiradas.”
A Prefeitura também afirmou que, como compensação ambiental, para cada árvore suprimida serão plantadas ou doadas dez mudas, priorizando as próprias ruas afetadas e complementando em outros espaços até atingir o total exigido.
Contestação dentro do Conselho
A versão oficial, no entanto, é questionada por Josemário da Silva, membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente. Segundo ele: “a Prefeitura de Curaçá suprimi as árvores sem o Inventário Florestal e descumprindo a Resolução do COMDEMA. As árvores podem e devem ser preservadas nos projetos de pavimentação asfáltica nas ruas da cidade.”
A declaração levanta dúvidas sobre a regularidade do processo e sobre o cumprimento das etapas técnicas exigidas antes da retirada das árvores.
O que é um Inventário Florestal?
O Inventário Florestal é um levantamento técnico que identifica e registra todas as árvores de determinada área antes de qualquer intervenção.
Esse documento normalmente inclui:
•Identificação das espécies
•Quantidade de árvores
•Estado fitossanitário (saúde da árvore)
•Diâmetro do tronco
•Altura
•Localização exata
•Avaliação de risco ou impacto
O inventário é considerado uma etapa fundamental em processos de supressão vegetal, pois serve como base técnica para autorizações ambientais, definição de compensação e transparência pública.
Sem esse levantamento formalizado, torna-se mais difícil comprovar:
•Quantas árvores existiam
•Quais espécies foram retiradas
•Se a compensação ambiental está sendo feita de forma proporcional
Ponto central do debate
A questão que emerge não é apenas sobre asfalto ou sombra. O foco agora passa a ser: O procedimento adotado seguiu todas as exigências legais previstas na Resolução do COMDEMA? Houve inventário formal antes da supressão? O documento está disponível para consulta pública?
Em cidades de clima quente e semiárido como Curaçá, a arborização urbana tem papel direto no conforto térmico e na qualidade de vida da população. Por isso, além da infraestrutura, o debate envolve planejamento, legalidade e transparência. Vale lembrar que esta ação também foi adotada em outros momentos da história urbanística de Curaçá e que também gerou revolta dos moradores. Mas esse é de fato o caminho mais ambientalmente correto? Fica a dúvida.
O espaço permanece aberto para novos esclarecimentos da gestão municipal, do Conselho e da população.
Texto: Curaçá Oficial
Fotos: Rede Social

Curaçá

TCM mantém suspensa licitação de R$ 1,8 milhão para compra de kits escolares da Prefeitura de Curaçá

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O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) decidiu manter a suspensão do Pregão Eletrônico nº 002/2026, realizado pela Prefeitura de Curaçá para a aquisição de kits escolares destinados à rede municipal de ensino. A decisão foi proferida em sessão eletrônica realizada no dia 16 de julho de 2026, ao negar o recurso apresentado pelo prefeito Robson Murilo Bomfim da Silva e pelo pregoeiro municipal, Rômulo Clésio Alves da Silva.

A licitação possui valor estimado de R$ 1.821.637,64 e tem como objetivo a contratação de uma empresa para confeccionar os kits escolares que seriam distribuídos aos estudantes da rede municipal.

De acordo com o voto da conselheira-relatora Aline Peixoto, permanecem indícios de possíveis irregularidades no edital que justificam a manutenção da medida cautelar. Entre os pontos destacados estão a divulgação da resposta à impugnação do edital apenas no dia da realização da sessão pública, critérios considerados sem objetividade suficiente para a prorrogação de prazos durante o julgamento das propostas, exigências técnicas que podem restringir a competitividade entre as empresas participantes e a ausência de justificativa formal para a definição de cotas destinadas às micro e pequenas empresas em percentual inferior ao limite previsto em lei.

No recurso, a Prefeitura argumentou que sua manifestação não teria sido analisada antes da decisão que suspendeu a licitação, que o processo licitatório já havia sido homologado e que a suspensão poderia prejudicar a entrega dos kits escolares aos alunos. Entretanto, o TCM concluiu que a manifestação foi protocolada fora do prazo previsto e que não ficou comprovada a formalização do contrato administrativo, mantendo o entendimento de que a suspensão continua necessária.

O Tribunal também entendeu que não foram apresentados elementos concretos para demonstrar que a manutenção da cautelar causaria prejuízo maior do que os riscos apontados na condução da licitação. Segundo a decisão, a administração municipal poderá corrigir as irregularidades identificadas e retomar o procedimento licitatório posteriormente.

Com isso, o recurso foi rejeitado e permanece válida a decisão que suspendeu o Pregão Eletrônico nº 002/2026 até nova deliberação do Tribunal de Contas.

A decisão não representa uma condenação do prefeito ou dos demais responsáveis. Neste momento, o TCM apenas manteve a medida cautelar por entender que existem indícios suficientes para suspender a licitação enquanto a denúncia é analisada em definitivo. O mérito do processo ainda será julgado pelo Tribunal.

Texto: Curaçá Oficial com informações do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM-BA) – Processo nº 08375e26 (Recurso de Agravo), sessão eletrônica de 16 de julho de 2026.

Foto: TCM-BA

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Curaçá

Curaçá terá tempo firme e sem previsão de chuva até sexta-feira (17)

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Os moradores de Curaçá devem enfrentar mais uma semana de tempo seco e temperaturas elevadas, o que não é normal no mês de julho. De acordo com dados do Climatempo, entre esta terça-feira (14) e a sexta-feira (17), não há previsão de chuva no município.

Durante o período, as temperaturas devem variar entre 19°C, nas primeiras horas da manhã, e 34°C durante as tardes, proporcionando grande amplitude térmica ao longo do dia.

A previsão indica sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado, enquanto, à noite, o céu permanece com muitas nuvens. Apesar da nebulosidade, não há expectativa de precipitações para o município até o fim da semana.

Texto: Curaçá Oficial

Foto: Curaçá Oficial

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Curaçá

PMBA realiza solenidade de passagem de comando da 45ª CIPM em Curaçá

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A Polícia Militar da Bahia (PMBA) realizará, na próxima quinta-feira (16), às 16h30, a solenidade de passagem de comando da 45ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), sediada no município de Curaçá, no norte do estado.

Durante a cerimônia, o comando da unidade será transmitido pelo major PM Lizandro Santos do Rosário ao major PM Gil André Santana Leite, em um ato que simboliza a continuidade das ações de gestão, liderança e fortalecimento do policiamento ostensivo na região.

O evento acontecerá na Avenida Euvaldo Torres de Aquino, no Centro de Curaçá, e contará com a presença de autoridades militares, civis, representantes de instituições parceiras, familiares e convidados.

Texto: Curaçá Oficial

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